Páginas

sábado, 21 de maio de 2011

A m o r t e d o p o e t a

É com estas palavras,
Sujas, tristes e borratadas
Que digo que é,
A morte do poeta.

Morte esta,
Esperada pelos devoradores
De palavras e de pequenos
Surtos de sentimentos.

Magoas como o vento,
Corta a pele descascada,
Em dias de inverno.

Ainda alguém se lembra,
De sujar a calçada?
Nela muitos foram Homens.
Mas hoje os teus passos corroem,
O pobre calcário.

Digo e repito,
Hoje celebrasse,
A morte do poeta!

Tu matas!

Nenhum comentário: