Sujas, tristes e borratadas
Que digo que é,
A morte do poeta.
Morte esta,
Esperada pelos devoradores
De palavras e de pequenos
Surtos de sentimentos.
Magoas como o vento,
Corta a pele descascada,
Em dias de inverno.
Ainda alguém se lembra,
De sujar a calçada?
Nela muitos foram Homens.
Mas hoje os teus passos corroem,
O pobre calcário.
Digo e repito,
Hoje celebrasse,
A morte do poeta!
Tu matas!
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